A Excelência da Eucaristia sobre os outros Sacramentos

A excelência da Eucaristia sobre os outros sacramentos , segundo o Catecismo do Concilio de Trento Cap. 3.

876. A Santíssima Eucaristia tem de comum com os demais sacramentos o ser o símbolo de uma coisa sagrada e a forma visível da graça invisível. A sua excelência e singularidade está em que os outros sacramentos só têm a virtude de santificar, quando alguém faz uso deles, ao passo que na Eucaristia está o próprio autor da santidade, antes de qualquer uso [cân. 4]. Pois, não haviam ainda os Apóstolos recebido das mãos do Senhor a Eucaristia (Mt 26, 26; Mc 14, 22), quando ele afirmava ser na verdade o seu corpo aquilo que lhes dava.

Foi também sempre esta a fé na Igreja de Deus: que logo depois da consagração estão o verdadeiro corpo de Nosso Senhor e seu verdadeiro sangue conjuntamente com sua alma e sua divindade, sob as espécies de pão e de vinho, isto é, seu corpo sob a espécie de pão e seu sangue sob a espécie de vinho, por força das palavras mesmas; mas o mesmo corpo também [está] sob a espécie de vinho, e o sangue sob a espécie de pão, e a alma sob uma e outra, por força daquela natural conexão e concomitância, com que as partes de Cristo Nosso Senhor, que já ressuscitou dos mortos para nunca mais morrer (Rom 6, 9), estão unidas entre si; e a divindade por causa daquela sua admirável união hipostática com o corpo e a alma [cân. l e 3]. Assim, é bem verdade que tanto uma como outra espécie contêm tanto quanto as duas espécies juntas. Pois o Cristo todo inteiro está sob a espécie de pão e sob a mínima parte desta espécie, bem como sob a espécie de vinho e sob qualquer das partes desta espécie.

“O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício: é uma só e a mesma vítima, é o mesmo que oferece agora pelo ministério dos sacerdotes, que se ofereceu a si mesmo na cruz. Apenas a maneira de oferecer difere’: ‘Neste divino sacrifício que se realiza na Missa, este mesmo Cristo, que se ofereceu a si mesmo uma vez de maneira cruenta no altar da cruz, está contido e é imolado de maneira incruenta’.” (idem, DS1743, in CIC 1367).

Sobre a real-presença eucarística

Por real concomitância em cada partícula do pão consagrado está presente o sangue do Cristo. E, em cada partícula do sangue de Cristo, por real concomitância, está presente o Seu corpo.

Em ambas as espécies estão presentes, portanto,o corpo e o sangue,a divindade e a humanidade do Cristo. Mesmo comungando em uma única espécie, recebemos o corpo e o sangue do Cristo. Os padres e seus auxiliares na Missa podem comungar em ambas as espécies.

A eucaristia pode ser levada aos doentes e incapacitados que não participem da missa.

A Comunhão não é apenas um prémio para uma vida de santidade, mas uma força contra o pecado e uma garantia de vida de santidade.

Sem contar o caso dos sacerdotes que têm que celebrar mais que uma missa e, portanto, comungar mais que uma vez por dia, também os fiéis podem comungar uma segunda vez nas seguintes circunstâncias: em Missas com um rito especial, como é a Missa de casamento, de baptizado, de Funeral, ou dos doentes com especial cerimónia de unções e Missa vespertina.

Assim, quem tomar parte numa destas missas num sábado de manhã, poderá voltar a comungar nesse mesmo dia na missa vespertina.

E quem comungou de manhã pode voltar a comungar de novo numa missa de casamento à tarde.

Se alguém for desempenhar qualquer papel ministerial, como por exemplo o de leitor, ou ministro da Eucaristia numa segunda Missa, também pode comungar uma segunda vez.

E o Código de Direito Canônico diz apenas que aquele que recebeu a Comunhão, só pode recebê-la outra vez no mesmo dia, dentro da celebração eucarística. (Cân.917).

A eucaristia é um sacramento e é também, um sacrifício real, porém incruento, contrariamente ao que afirmam os protestantes. Os protestantes negam a real-presença e/ou o sacrifício renovado! Os luteranos afirmam a real-presença eucarística mas negam o sacrifício real, os calvinistas negam ambas a as verdades de fé do catolicismo.

Desta feita, a verdade é que o Cristo está verdadeiramente presente de forma incruenta nas espécies consagradas.

 

Catecismo – Concílio de Trento – Sessão XXI (16-7-1562) – Doutrina da comunhão sob ambas as espécies e das crianças.

 

Fonte: Com. Shalom

Sobre Alex C. Vasconcelos

Casado, 32 anos, pai de uma princesa, Advogado, Acólito na Paróquia do Divino Espírito Santo em Maceió/AL.
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