Lutero – O Monge Satânico de Eisleben. Infância e Juventude Atormentadas.

Salve meu povo, soem as trombetas!!!!!

Estou preparando esse material há algum tempo. Atendendo a pedidos, vamos falar um bocado da vida e obra de Martinho Lutero, o monge pirado que, segundo uma visão da beata Irmã Maria Serafina Micheli, arde no Inferno sob pena crudelíssima, acossado por mil demônios (que isso, Irmã! Assim a senhora vai escandalizar os católicos da “Teologia da Fofura”. Segundo eles, não podemos usar palavras duras nem mesmo para denunciar os piores hereges).

Aqui você também poderá entender o porquê de os protestantes serem tão materialistas, ególatras e prepotentes. Estabeleceremos a conexão entre a personalidade e a mentalidade do criador com as das suas criaturas. Este é o primeiro de uma série de posts, que vocês poderão acompanhar ao longo das próximas semanas.

Percebo que, como católicos, de uma forma geral, nosso conhecimento sobre o protestantismo é restrito à sua aparência exterior. A ideia comum feita desses cristãos desencaminhados responde a certos estereótipos que são impenetráveis a uma análise mais profunda pelo católico comum, que muitas vezes fica indefeso perante seus ataques histriônicos. Pois bem, aqueles que estão cansados de ouvir gente sem eira nem beira chamar a Santa Igreja de Babilônia e não aguentam mais ser taxados de idólatras, sigam-me!

Uma infância atormentada

Lutero nasceu em 10 de novembro de 1483, na cidade alemã de Eisleben, na Turíngia. Era filho de um minerador. Seus relatos autobiográficos informam que era corriqueiro que seus pais o cobrissem de porrada (e ainda assim, ele não aprendeu nada… Realmente, porrada não educa).

Sua infância foi assolada pela presença quase constante da imagem do capeta, o que lhe rendeu uma série de “causos”, que contava durante suas farras na vida adulta. De tanto pensar no diabo, passou a vê-lo, desde cedo, em toda a parte. Qualquer lugar escuro era morada do senhor das trevas. Resultado dos maus tratos dos pais? Cartas para O Catequista.

Formação escolar e universitária de uma mente dodói

Em 1497, Lutero foi enviado à Escola dos Irmãos da Vida Comum, uma ordem religiosa que atuava em Magdeburgo. Eram monges pobres que viviam de forma austera. Por falta de grana, o poltrão foi mandado de volta em menos de um ano.  Dali, foi mandado para Eisenach, terra natal de Bach, também na Turíngia. Como era um duro, para arrumar um troco, virou cantor de rua (se fosse no Rio de janeiro de hoje, seria malabarista de sinal). Apiedou-se dele uma senhora rica, uma burguesa chamada Úrsula Cotta.

Luterão Father queria que seu pimpolho se formasse em direito, mas Lutero preferiu a filosofia e, a partir desta, seguiu caminho em direção à teologia. Matriculou-se na faculdade de Erfurt. Lutero era dedicado aos estudos (podemos constatar a posteriori que não aprendeu po**a nenhuma, mas que era dedicado, era), e das sete da manhã às cinco da tarde ficava enfiado em livros.  Era bem versado nas obras de Epicuro (claaaro!!!), Sócrates, Platão e, principalmente, Santo Agostinho.

Curiosamente, Lutero, que adorava contar histórias do demo, morria de medo de Jesus Cristo. Via o Senhor, palavras dele mesmo, como “um juiz irado e severo”. Vai entender essa cabecinha lindja!!!!

Jesus terrível, na visão de Lutero

Vejam que a pilantragem está nos genes de muitos biógrafos do protestantismo. Eles contam, por exemplo, que Lutero só começou a ler a Bíblia com 20 anos de idade, porque a malvada Igreja Católica não deixava o povo ter acesso aos textos sagrados. What?! Como o cara estuda Epicuro, Aristóteles e Platão e nunca leu a Bíblia, o livro mais lido daquela e de qualquer outra época posterior? E pior, ainda dizem que Lutero se apegou com “todas as suas forças” a um exemplar do livro sagrado, o qual estava acorrentado (!!!) à prateleira da biblioteca da Universidade.  Só acredita nisso quem é muito mané!

Já durante a sua vida universitária, fica evidente que Lutero tinha “pobreminha”. Primeiro, observamos algo recorrente na sua vida: chegou a tentar o suicídio. Tá, um dia ele conseguiu, estraguei a surpresa do final. Mas contei o milagre, não revelei o santo (os detalhes do suicídio nós guardaremos para o final). Voltando à faculdade, durante um passeio, num assomo de desespero, Lutero pegou sua espada e a enfiou no… pulso. Um médico piedoso salvou sua vida.

Lutero teve os seus momentos SDR (“Séquiço”, “Dorgas” e “Roquirrou”), que eram intercalados como repentinos momentos de introspecção. Bipolaridade perde!

A entrada no convento

Enfermo, vítima de uma febre e afetado profundamente pela instabilidade mental, o jovem Lutero escolheu retirar-se para um mosteiro dos agostinianos.  Essa é a versão apresentada por Hoefer, biógrafo “oficial” de Lutero.

Há outra versão diferente: enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou apavorado pelo estrondo de um raio, o que o levou a um ataque de pânico. No seu cagaço, prometeu a Santana que, se ela salvasse sua vida, ele seria monge.  Essa história é engraçada, mas acho que a versão de Hoefer é mais crível. Por outro lado, olha o histórico dodói dessa criança, e isso só até os 23 anos de idade.  Também é interessante o quanto essa conversinha última lembra a conversão de São Paulo. Pretensioso o rapaz, não?

No mosteiro da Ordem dos Eremitas Agostinianos de Erfurt, Lutero queria virar um novo Santo Antão. De tanto jejuar, vivia doente e desmaiava sempre.  Nem se confessor teve paciência com ele:

– Tu és louco. Deus não está descontente contigo, és tu que estás descontente com ele.

****

Iniciamos assim nossa grande jornada de esclarecimento de quem é o monge apóstata que levou tantas boas almas ao erro.

No próximo post desta série, veremos de onde o monge maluco tirou a ideia Sola Fide (salvação somente pela fé, sem necessidade de obras). Esta doutrina absurda é uma das bases do protestantismo.

Fiquem com Deus.

 

Fonte: O Catequista (http://ocatequista.com.br/)

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Sobre Alex C. Vasconcelos

Casado, 32 anos, pai de uma princesa, Advogado, Acólito na Paróquia do Divino Espírito Santo em Maceió/AL.
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