Discute-se a fé…

Os assuntos concernentes à fé estão na ordem do dia…

Mas que é propriamente a fé?

– É a resposta do homem a Deus que lhe manifesta o mistério de sua vida e o seu plano de salvação. É um diálogo, no qual Deus oferece ao homem o acesso ao que Ele tem de mais íntimo, e abre o coração da criatura para que acolha a Palavra e os desígnios do próprio Deus.

No centro desse diálogo está Jesus Cristo. É a palavra plena, encarnada, enviada pelo Pai, que nos leva consigo de volta ao Pai. Recebemos o Espírito, que nos faz filhos e nos impele a clamar com o Filho: “Abá, Pai!”.

A pessoa de Jesus Cristo é inseparável do seu Corpo prolongado que é a Igreja (Cl 1,24; 1Cor 12,12-27),… Igreja única, por Ele fundada e entregue a Pedro. Por isto não pode haver adesão a Cristo e à Palavra do Pai se não na Igreja. Esta, vivificada pelo Espírito Santo, é o sacramento no qual se torna possível e fecundo o nosso encontro com Cristo e o Pai. É na Igreja que, pelo Batismo, renascemos para a vida eterna.

Estas reflexões ajudam-nos a compreender as atitudes da Igreja no tocante à preservação da fé. Esta não é uma mensagem de filosofia ou de ciências humanas… É a Palavra da Vida comunicada misericordiosamente por Deus aos homens para que tenham vida em abundância (cf. Jo 10,10); foi confiada à Igreja como Mãe e Mestra. A Igreja não é senhora dessa Palavra, mas responsável do Pai e de Jesus Cristo pela fiel transmissão da mesma (cf. Mt 28,18-20). Daí o papel ingrato, mas necessário, que a Igreja cumpre, com abnegação, em prol da incolumidade das verdades da fé. Tal tarefa é um serviço prestado aos homens; estes são espontaneamente levados a identificar Palavra de Deus e palavra do homem, “Igreja, Corpo de Cristo” e “sociedade de pessoas retas, que valem quanto valem seus membros”. Se a Igreja se furtasse covardemente à sua missão transcendental para agradar aos homens, trairia o Cristo (cf. Gl 1,10) e os próprios homens, talvez sob os aplausos de quem não entende do assunto. A Igreja, porém, prefere enfrentar a contestação a deixar de ser fiel; é o Espírito que a guia através dos impedimentos desta caminhada.

O fiel católico compreende este desígnio de Cristo a respeito da sua Igreja. E, ao dizer o seu Sim ao Senhor, diz um Sim filial à Igreja, pois sabe que “não pode ter Deus por Pai no céu quem não tem a Igreja por Mãe na terra” (São Cipriano, Da unidade da Igreja, c. 4).

Pe. Estêvão Bettencourt, OSB
Texto publicado na Revista Pergunte e Responderemos nº 281, Ago/1985

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Sobre Alex C. Vasconcelos

Casado, 32 anos, pai de uma princesa, Advogado, Acólito na Paróquia do Divino Espírito Santo em Maceió/AL.
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