A oração do Santíssimo Nome de Jesus

Você conhece a oração do Santíssimo Nome de Jesus, também conhecida como “Oração de Jesus”? Não?! Pois saiba que é uma das mais belas orações da Igreja e foi amplamente praticada, ensinada e discutida através da história do Cristianismo Oriental.

As palavras exatas da oração variam da forma mais simples, como “Jesus tende piedade” à forma mais estendida: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim, pecador”, as quais são ditas incessantemente ao logo de todo o dia, por aquele que crê que o nome de Jesus tudo pode.

O Catecismo da Igreja Católica assim nos ensina:

2665. A oração da Igreja, alimentada pela Palavra de Deus e pela celebração da liturgia, ensina-nos a orar ao Senhor Jesus. Mesmo sendo dirigida sobretudo ao Pai, ela inclui, em todas as tradições litúrgicas, formas de oração dirigidas a Cristo. Certos salmos, segundo a sua actualização na oração da Igreja, e o Novo Testamento, colocam nos nossos lábios e gravam nos nossos corações as invocações desta oração a Cristo: Filho de Deus, Verbo de Deus, Senhor, Salvador, Cordeiro de Deus, Rei, Filho muito amado, Filho da Virgem, Bom Pastor, nossa Vida, nossa Luz, nossa Esperança, nossa Ressurreição, Amigo dos homens…

2666. Mas o nome que tudo encerra é o que o Filho de Deus recebe na sua encarnação: JESUS. O nome divino é indizível para lábios humanos mas, ao assumir a nossa humanidade, o Verbo de Deus comunica-no-lo e nós podemos invocá-lo: “Jesus”, “YHWH salva” (Cf. Mt 1, 21). O nome de Jesus contém tudo: Deus e o homem e toda a economia da criação e da salvação. Rezar “Jesus” é invocá-Lo, chamá-Lo a nós. O seu nome é o único que contém a presença que significa. Jesus é o Ressuscitado, e todo aquele que invocar o seu nome, acolhe o Filho de Deus que o amou e por ele Se entregou (Cf. Rm 10, 13; Act 2, 21; 3, 15-16; Gl 2, 20).

2667. Esta invocação de fé tão simples foi desenvolvida na tradição da oração sob as mais variadas formas, tanto no Oriente como no Ocidente. A formulação mais habitual, transmitida pelos espirituais do Sinai, da Síria e de Athos, é a invocação: “Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor, tende piedade de nós, pecadores!”. Ela conjuga o hino cristológico de Fl 2, 6-11 com a invocação do publicano e dos mendigos da luz (Cf. Lc 18, 13; Mc 10, 46-52). Por ela, o coração sintoniza com a miséria dos homens e com a misericórdia do seu Salvador.

2668. A invocação do santo Nome de Jesus é o caminho mais simples da oração contínua. Muitas vezes repetida por um coração humildemente atento, não se dispersa num “mar de palavras” (Mt 6, 7), mas “guarda a Palavra e produz fruto pela constância” (Cf. Lc 8, 15). E é possível “em todo o tempo”, porque não constitui uma ocupação a par de outra, mas é a ocupação única, a de amar a Deus, que anima e transfigura toda a acção em Cristo Jesus.

2669. A oração da Igreja venera e honra o Coração de Jesus, tal como invoca o seu santíssimo Nome. Adora o Verbo encarnado e o seu Coração que, por amor dos homens, Se deixou trespassar pelos nossos pecados. A oração cristã gosta de percorrer o caminho da cruz (Via-Sacra) no seguimento do Salvador. As estações, do Pretório ao Gólgota e ao túmulo, assinalam o caminho de Jesus que, pela sua santa cruz, remiu o mundo.

Para uma melhor leitura sobre o Santíssimo Nome de Jesus, indico o artigo “O Santíssimo Nome de Jesus” (https://sacrificiovivoesanto.wordpress.com/2012/01/03/o-santissimo-nome-de-jesus/).

Experimente o poder do nome de Jesus… Invoque-O e repita com fé, dizendo Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim, pecador”, pois o nome de Jesus produz admiráveis efeitos naqueles que devotamente o invocam. Como os sacramentos não só significam a graça, mas também a produzem, assim o nome de Jesus não só significa, mas também produz a salvação de quem devotamente o invoca.

E nunca se esqueça de que “todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo” (Joel, 2, 22; At. 2, 21; Rom. 10, 12) e que “do céu abaixo, nenhum outro nome foi dado aos homens pelo o qual nos cumpra fazer a nossa salvação” (Rom. 4, 12).

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Sobre Alex C. Vasconcelos

Casado, 32 anos, pai de uma princesa, Advogado, Acólito na Paróquia do Divino Espírito Santo em Maceió/AL.
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