Domingo da Divina Misericórdia

Neste domingo (15/04), também chamado de “domingo in albis”, pois na liturgia antiga da Igreja era neste domingo que os novos batizados da Páscoa depositavam suas vestes brancas (em latim, albis) no altar, a Igreja do mundo inteiro celebra a Festa da Divina Misericórdia.

A Festa da Divina Misericórdia ocorre sempre no II Domingo da Páscoa, e foi instituída em maio de 2000, pelo saudoso Papa, o Beato João Paulo II, como um convite perene para os cristãos do mundo enfrentarem, com confiança na divina benevolência, as dificuldades e desafios que a humanidade irá experimentar nos anos que virão” (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Decreto Misericors et Miserator, Maio de 2000).

A devoção à Divina Misericórdia encontra suas origens em Santa Maria Faustina Kowalska.

Santa Faustina, como é mais conhecida, foi uma religiosa polonesa da Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia, e é considerada uma das grandes místicas da Igreja Católica.

A IMAGEM DE JESUS MISERICORDIOSO

As experiências místicas da Irmã Faustina iniciaram-se em 1931, quando a mesma teve um contato direto com próprio Jesus, que lhe apareceu em uma visão, envolto em uma túnica branca. Tinha a mão direita alçada no ato de abençoar, enquanto a esquerda pousava no peito, onde a túnica levemente aberta deixava sair dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. A irmã fixou em silêncio o olhar surpreso no Senhor: a sua alma, de início espantada, sentia progressivamente exultante felicidade.

De acordo com o seu diário, escrito em 1934, a pedido de seu diretor espiritual, disse-lhe Jesus:

“Pinta uma imagem de acordo com o modelo que vês com a inscrição embaixo: ‘Jesus, eu confio em Vós!’ Desejo que esta imagem seja venerada primeiro na vossa capela e  depois no mundo inteiro.” 

“Prometo que a alma que venerar esta imagem não perecerá.  Prometo também a vitória sobre os inimigos já nesta terra, mas  especialmente na hora da morte.  Eu mesmo a defenderei com a minha própria glória.”

“Ofereço aos homens um recipiente com o qual deverá vir buscar graças na fonte da misericórdia. O recipiente é esta própria imagem com a inscrição: ‘ Jesus, eu confio em Vós!'”

A pedido de seu diretor espiritual, irmã Faustina perguntou ao Senhor qual era o significado dos dois raios que tanto se destacavam na imagem, no que Ele lhes respondeu:

“Os dois raios representam o sangue e a água. O raio pálido representa a água que justifica as almas, o vermelho representa o sangue, vida das almas.  Ambos os raios saíram das entranhas da minha misericórdia quando, na cruz, o meu coração agonizante na morte foi aberto com a lança.”

“Estes raios defendem as  almas da ira do meu Pai. Feliz aquele que viver sob a proteção deles, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus.” 

A primeira imagem/quadro de Jesus Misericordioso, mandada pintar por Santa Faustina Kowalska (1934)

Em outras ocasiões, Jesus voltou a falar  sobre a imagem:

“O meu olhar naquela imagem é igual ao meu olhar na Cruz.”

“Mediante esta imagem concederei muitas graças às almas;  ela deve recorrer às exigências da  minha misericórdia, pois que a fé, mesmo se fortíssima, nada adiantará sem as obras.”

“Não na beleza da cor, nem na habilidade do artista, mas na minha graça está o valor desta imagem.”

A FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA

Foi o próprio Jesus quem pediu a instituição da Festa da Divina Misericórdia à Santa Faustina. Jesus se refere a ela 14 vezes, expressando o imenso desejo do Seu Coração Misericordioso de distribuir, neste dia, as Suas graças:

“Nenhuma alma terá justificação, enquanto não se dirigir, com confiança, à Minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia.”

Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia; a alma que se confessar e  comungar alcançará o perdão total das culpas e castigos; nesse dia estão abertas  todas as comportas Divinas, pelas quais fluem as  graças.”

“Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate. A minha misericórdia é tão grande que por toda a eternidade não a aprofundará nenhuma mente, nem humana, nem angélica. Tudo que existe saiu das entranhas da minha misericórdia.”

“Dize à humanidade que sofre que se aproxime do meu coração misericordioso, e eu a cumularei de paz.”

TRÊS HORAS DA TARDE: HORA DA MISERICÓRDIA

São palavras de Jesus à Santa Faustina:

“Às três da tarde, implora à minha misericórdia, especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a minha Paixão, sobretudo sobre o abandono em que me encontrei no momento da minha agonia. Esta é uma hora de grande misericórdia para o mundo inteiro. Nesta hora não negarei nada a alma alguma que me pedir em nome da minha Paixão.”

“Todas as vezes que ouvires soar três horas da tarde, mergulhe toda na minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Invoca a sua onipotência para o mundo inteiro, especialmente para os pobres pecadores porque é nessa hora que estará largamente aberta para cada alma. Naquela hora obterás tudo para ti e para os outros. Naquela hora o mundo inteiro recebeu uma grande graça: a Misericórdia venceu a justiça.”

“Procura nessa hora realizar a Via Sacra, se os teus deveres não te impedirem. Se não for possível, vai um momento à capela e venera o meu Coração cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes ir à capela, recolhe-te um momento em oração no lugar onde te encontrares.”

Eis uma invocação que se pode dizer às três horas da tarde e que Santa Faustina repetia freqüentemente durante o dia, para renovar a  sua consagração à Divina Misericórdia:

“Ó Sangue e Água, que jorrastes do Coração de Jesus, como fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós!”

TERÇO DA MISERICÓRDIA

Faz parte também da devoção à Divina Misericórdia, a oração às três da tarde do Terço da Misericórdia, também pedido por Jesus à Santa Faustina.

O Terço da Misericórdia se reza da seguinte forma:

No início:

– Pai Nosso

– Ave Maria

– Credo

Nas contas grandes:

“Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e o Sangue, Alma e Divindade, de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.”

Nas contas pequenas:

“Pela Sua dolorosa Paixão, tende Misericórdia de nós e do mundo inteiro.”

Ao final:

“Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.”

***

Portanto, convido você, meu amigo leitor deste blog, a nos unirmos em oração, e amanhã, na Festa da Divina Misericórdia, nos entregarmos à esta santa devoção, ao Coração Misericordioso de Jesus Cristo, que se entregou por nós, para a nossa salvação, e não deseja outra coisa, a não ser nos ter, junto Dele,  no Paraíso.

Não cansemos nunca de repetir, e de viver plenamente, esta verdadeira entrega:

“JESUS, EU CONFIO EM VÓS!!!”

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Sobre Alex C. Vasconcelos

Casado, 32 anos, pai de uma princesa, Advogado, Acólito na Paróquia do Divino Espírito Santo em Maceió/AL.
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2 respostas para Domingo da Divina Misericórdia

  1. thassi disse:

    todo o livro de Santa Faustina em audio link:
    http://santafaustina.4shared.com/

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