O Sacramento da Reconciliação (Exame de Consciência e Perguntas e Respostas sobre a Confissão)

Para bem vivermos o Tempo Quaresmal que se aproxima, uma das coisas necessárias é a reconciliação com Deus, através do Sacramento da Reconciliação ou Penitência, mais conhecido como a Confissão.

Porém, muita gente não sabe se confessar! Ou não confessa todos os pecados, ou fala mais do que os pecados, falando dos outros, da vida, esquecendo-se dos pecados em si, ou ainda, confessa os mesmos pecados…

Pois bem, para bem realizarmos o Sacramento da Reconciliação se faz necessário o Exame de Consciência, que, se bem feito, lhe trará uma verdadeira reconciliação com Deus.

Mas, como fazer um bom Exame de Consciência? Por onde devo começar? Para isto é que segue uma espécie de “roteiro” para lhe ajudar a confessar a Deus todos os seus pecados… E, para esclarecer algumas dúvidas, segue também um gui ade “Perguntas e Respostas” sobre a Confissão… Faça um bom uso, e Deus te abençoe!

***

Exame de Consciência

Precisamente por sermos pecadores, ficamos cegos diante de nossos pecados. Satanás quer nos fazer ver que não há mal no que fazemos. Então o coração se endurece, torna-se insensível às exigências do amor. Por isso é tão importante a conversão do coração.

“Por isso, como diz o Espírito Santo: ‘Se escutardes hoje MINHA voz, não endureceis o coração’… Atenção irmãos! Que nenhum de vós tenhais um coração mau e incrédulo…” Hb 3.

Deus é um Pai amoroso que nos faz ver o pecado para nos dar a graça do arrependimento e nos perdoar. O nos quer livres. O demônio não quer que vejamos nosso pecado. Mas se procurarmos o caminho de Deus tratará de nos acusar com nossos pecados para que nós desanimemos e voltemos atrás. Podemos discernir então a diferença. Deus mostra o pecado para libertar e perdoar; o demônio o esconde mas quando o mostra é para que nos desesperemos. Devemos rejeitar energicamente estes pensamentos e ir à confissão com toda confiança no perdão de Deus. Deus SEMPRE perdoa quando há arrependimento.

É muito proveitoso fazer exame de consciência diário e também, com toda humildade, nos abrir a que pessoas próximas  de nós nos corrijam. “Se examinássemos a nós mesmos, não seríamos condenados.” (1 Cor. 11, 31)

O exame se faz diante de Deus, escutando sua voz na consciência.

Preparação para a confissão

Preparação remota: Educamo-nos na fé pelo estudo da Palavra, o Catecismo, leitura dos Santos, participação nos ensinamentos… A prática séria do que aprendemos. O exame diário de consciência.

Preparação imediata: O exame de consciência antes de confessar. Vamos a um lugar tranqüilo, preferivelmente diante do sacrário, para orar. Só Deus pode iluminar sobre nossa realidade e nos dar os meios para responder à graça.

Contemplamos a vida de Jesus e seu amor manifesto em Sua Cruz. “Contemplai ao que transpassaram” Jo 19:37. Como respondi a tanto amor, a tantas graças?. Examinamos nossa vida diante da  lei de Deus. Por isso ajuda ter um exame escrito que nos recorde o que esquecemos. Recordamos que não se trata de sugestões, Deus nos deu MANDAMENTOS. Quebrá-los é quebrar nossa aliança com Deus e cair em pecado.

Não se trata tão somente de enumerar pecados mas sim de descobrir a atitude do coração e com DOR POR NOSSOS PECADOS, FAZER O FIRME PROPÓSITO DE NÃO VOLTAR A COMETÊ-LOS.

Sempre há áreas nas quais somos mais fracos e requerem atenção especial mas se compreendermos que Cristo -não a cultura- é a medida, veremos que em tudo temos muito que crescer.

A confissão só pode ser feita diante de um  sacerdote.

Exame de conciência com base nas quatro rupturas

Examine-se – ajudado por estas perguntas – quais pecados você cometeu desde sua última confissão? Trate de não ficar no exterior, mas sim nas atitudes do coração e as omissões.

Ruptura com Deus:

Amo na verdade a Deus com todo meu coração ou vivo mais apegado às coisas materiais?
Preocupei-me por renovar minha fé cristã através da oração, a participação ativa e atenta da missa dominical, a leitura da Palavra de Deus, etc.? Guardo os domingos e dias de festa da Igreja? cumpri com o preceito anual da confissão e a comunhão pascal?

Tenho uma relação de confiança e amizade com Deus, ou cumpro somente com ritos externos?
Professei sempre, com vigor e sem temores minha fé em Deus? manifestei minha condição de cristão na vida pública e privada?

Ofereço ao Senhor meus trabalhos e alegrias? Recorro a Ele constantemente, ou só o busco quando o necessito?

Tenho reverência e amor para o nome de Deus ou lhe ofendo com blasfêmias, falsos juramentos ou usando seu nome em vão?

Ruptura comigo mesmo:

Sou soberbo e vaidoso? Considero-me superior a outros?

Procuro aparentar algo que não sou para ser valorizado por outros? Aceito a mim mesmo, ou vivo na mentira e no engano? Sou escravo de meus complexos?

Que uso tenho feito do tempo e dos talentos que Deus me deu? Me esforço por superar os vícios e inclinações más como a preguiça, a avareza, a gula, a bebida, a droga?

Caí na luxúria com palavra e pensamentos impuros, com desejos ou ações impuras?
Realizei leituras ou assisti a espetáculos que reduzem a sexualidade a um mero objeto de prazer?

Caí na masturbação ou a fornicação? cometi adultério?

Recorri a métodos artificiais para o controle da natalidade?

Ruptura com os irmãos e com a criação:

Amo de coração o meu próximo como a  mim mesmo e como o Senhor Jesus me pede que o ame?

Em minha família colaboro em criar um clima de reconciliação com paciência e espírito de serviço?

Foram os filhos obedientes a seus pais, prestando-lhes respeito e ajuda em todo momento

Preocupam-se os pais em educar na vida cristã  seus filhos e de respirá-los em seu compromisso de vida com o Senhor Jesus?

Abusei que meus irmãos mais fracos, usando-os para meus fins?

Insultei meu próximo? Escandalizei-o gravemente com palavras ou com ações?

Se me ofenderam, sei perdoar, ou guardo rancor e desejo de vingança?

Compartilho meus bens e meu tempo com os mais pobres, ou sou egoísta e indiferente à dor de outros? Participo das obras de evangelização e promoção humana da Igreja?

Me Preocupo pelo bem e a prosperidade da comunidade humana em que vivo ou passo a vida preocupado tão somente comigo mesmo? cumpri com meus deveres cívicos? paguei meus tributos?

Sou invejoso? Sou fofoqueiro e enganador? Difamei ou caluniei alguém? Violei segredos? Fiz julgamentos temerários sobre outros?

Sou mentiroso?

Causei algum dano físico ou moral a outros? Inimizei-me com ódios, ofensas ou brigas com meu próximo? fui violento?

Procurei ou induzi ao aborto?

Fui honesto em meu trabalho? Usei corretamente a criação ou abusei dela com fins egoístas? Roubei? Fui justo na relação com meus subordinados tratando-os como eu gostaria de ser tratado por eles? Participei do negócio ou consumo de droga? Caí na fraude ou estelionato?

Recebi dinheiro ilícito?

Exame de consciência a partir dos 10 Mandamentos

Este exame é para aqueles que, amando a Cristo, não se conformam evitando pecados graves, mas sim desejam amá-lo com todo o coração.

Amará a Deus sobre todas as coisas (Primeiro mandamento)

Não tomará o nome de Deus em vão (Segundo Mandamento)

Amei a Deus acima de tudo?
– A quem (ou o que) dei a maior atenção?
– Fiz da minha família, trabalho, apostolados, programas, idéias ou outras coisas boas meu primeiro amor?
– Sei na prática o que é confiar no amor e o poder de Deus?
– Confio tudo a Deus ou  quero fazer tudo eu sozinho?
– Confio em Deus quando tudo parece ir mal?
– Caí na superstição ou outra prática religiosa alheia ao cristianismo?

Oração Diária
Como foi diariamente minha vida de oração?
– Tempo pessoal com Deus; liturgia das horas; oração familiar?
– Louvei  a Deus; dei-lhe graças ou me queixei?
– Intercedo por minha família, grupo, Igreja, pelo mundo?
– Orei com o coração, aberto ao Espírito Santo?
– Tomo tempo para discernir?
– Sei o que é esperar no Senhor, escutá-lo? Tenho feito isso?
– Quando me dá algum ensinamento eu o guardo em meu coração e procuro aprofundá-lo?
– Incluo  meu esposo/a (ou outra pessoa formada e prudente) em meu discernimento ou só lhes informo de minhas decisões? Escuto, obedeço e respeito aos que têm legitima autoridade sobre mim (leis justas, chefes, etc.)?
– Que critérios tenho para determinar se algo que quero fazer é do Espírito Santo ou é meu? Parece-me importante ter e seguir sempre esses critérios?
– Uso os dons que Deus me deu para sua glória?
– Estou aberto a receber novos dons segundo Deus disponha?
– Fui legalista (fazendo sozinho o necessário para cumprir) ou vivo minha fé no Espírito me entregando com todo o coração?

Obediência
– Procuro conhecer na oração a vontade de Deus para minha vida?
– Obedeço o ensino do magistério ou interpreto à minha maneira?
– O que motiva minha vida, a vontade de Deus ou meus próprios “bons” planos (minha vontade).
– Permito que Deus me guie  ou lhe “entrego” os planos já feitos para que os abençoe?
– Meus gostos, critérios, dúvidas, confusões, pensamentos, atitudes e valores -em que instâncias não estiveram sob o Senhor?
– Em meus gostos, meus critérios, medos, dúvidas, confusões…

Estudo
– Estudo minhs fé católica (Bíblia, magistério, livros sólidos) ou me contento com meu próprio modo de entender a Deus?, Estou avançando em minha formação como devo?
– Que passos práticos dou para me formar na fé?

Ordem e Prioridades
– Meu tempo responde às prioridades de Deus ou às pressões de qualquer pessoa ou ocasião para “ficar bem”?) Interpreto o que faço na perspectiva da vida eterna? Reflito sobre minha morte; sobre o julgamento final?
– Tenho prioridades claras e sou firme para vivê-las? Perco o tempo com coisas que não edificam?
– Tenho um horário e organizo o dia com disciplina, dando tempo a cada área com sabedoria: oração, família, trabalho…? Em que me desordenei? Fico em algo que eu gosto sabendo que é hora de fazer outra coisa?
– Respeito o tempo e necessidades dos outros: quando procuro ajuda, ao telefone, etc..?
– Cuido da saúde? Tenho algum vício, falta de exercício, descanso, alimentação…? Cuido-me muito?

Santificará o dia do Senhor (Terceiro Mandamento)

Guardo o dia do Senhor para o Senhor ou trabalho desnecessariamente nesse dia?
– Vou à missa todos os domingos?;adorei e pus todo meu coração em Cristo Eucarístico que me espera no sacrário?
– Eu o amei e consolei pelo tanto que é ofendido?
– Vou a missa diária se puder?; recebi com preparação o Senhor?

A Cruz
– Meditei diante da cruz? Procuro seu poder transformador e sua sabedoria? Como se manifesta em minha vida?
– Peço a Deus a graça de amar a cruz?
– Saí da vontade de Deus para evitar a cruz?
– Uno minha cruz à de Cristo com meus problemas, doenças, responsabilidades, pessoas, minha idade, minha vocação…?
– Procuro a satisfação de todas minhas necessidades físicas e emocionais ou sei me mortificar por amor a Jesus?.
– Me uno à cruz de quem sofre? Sacrifico-me para amar?

Confissão
– Rejeito o  pecado embora este seja aceitável segundo a cultura? Pensei ou atuei levianamente como se a retidão dos Santos é “exagero”?
– Evitei a ocasião de pecado: ambientes, programas, más amizades…?
– Procuro que Deus me mostre meu pecado (também pecados velhos e esquecidos)?
– Reconheço e reparo com responsabilidade meus pecados e faltas ou me justifico?
– Quando me corrigem, fico agradecido?.
– Quando foi minha última confissão? Minimizei o pecado por pena? Houve mudanças?
– Fiz uma confissão completa ou escondi algo?
– Há algo (hábito, ferida, complexo) que o inimigo usa para seu proveito? O que faço para permitir que Deus  me liberte?
– Devo me reconciliar com alguém e não o tenho feito?

Maria
– Consagrei a Ela e, se o tiver feito, vivo minha consagração plenamente? Como?
– Aceito seu cuidado maternal? Deixo-me formar por ela? Como?
– Recorro a ela em oração, medito sua vida?

Relacione com outros
– Estão todas minhas relações à luz do Senhor: amorosas, castas, sões e sinceras?
– Guardo ódios ou inimizades?
– Brigas, rivalidades, violências, ambições, discórdias, sectarismo, dissensões, invejas, embriaguezes…
– Fui fiel aos compromissos com meus irmãos e com outros? Estou crescendo nestes compromissos?
– Sou confiável no lar, grupo, trabalho…? Cumpro minhas promessas, compromissos, guardo confidencialidade?
– Procuro a unidade no Senhor? (Fl. 2, 1-11, 1 Cor. 10,17)
– Sou serviçal?
– Sou atento sem ser curioso?
– Sou prudente no que falo e como atuo?
– Sou agradecido pelo serviço de rotina que recebo?

Honrará a teu pai e  tua mãe (Quarto mandamento)

No Lar
– Obedeço, cuido e honro  meus pais segundo minha idade e suas necessidades?
– Fico de cara feia?
– Dou tempo à família? Jantar juntos? Diversões?
– Hospitalidade?
– Relação com irmãos?
– Responsabilidade nos estudos?
– Ajuda econômica no lar segundo a necessidade?

Casados (além do mencionado)
– Protejo minha casa e os meus das más influências do ambiente? Como?
– Manipulei com meus estados de ânimo e aborrecimentos para que se faça o que quero?
– Permito que outros (pais, amigos) manipulem ou se anteponham ao matrimônio?
– Honro e respeito a meu esposo/a em todo momento?
– Compartilhei com meu esposo/a a visão para a família? O escuto com interesse?
– Expresso amor, carinho e respeito a meu esposo/a?
– E a meus filhos?
– Detecto os problemas e os enfrento com sabedoria?
– Que medidas tomo para que minha casa seja um lar?
– Sou responsável e ordenado com a economia? Ajudo-lhes para que possam orar, estudar, descansar, ir a seu grupo, cumprir suas responsabilidades?

Formação dos filhos: compartilho com eles, ensino e guio? Escuto? Ensino e dou disciplina com sabedoria? Dou-lhes boa educação para que sejam bons cristãos?

Não matarás (Quinto Mandamento)

De algum modo matei ou atentei contra a vida? (ex.: Apoio ou participação em aborto, suicídio, dirigir sem cuidado, atos irresponsáveis que põem uma vida em perigo, agressão, violência, etc.? Atentei contra a dignidade de alguém?).

Não cometerás atos impuros (Sexto Mandamento)

– Procurei afetividade fora da ordem do Senhor?
– Como distingo entre sentimentalismo e uma autêntica relação de amor entre irmãos? Me relaciono segundo meu estado de ânimo ou o que edifica no amor?
– Fantasias ou atos impuros, comigo mesmo ou com outros?
– Piadas, programas, atitude sedutora, indecência em vestir?
– Obedeço o plano de Deus para a sexualidade em meu estado de vida?

Não roubarás (Sétimo mandamento).

– De algum modo roubei?
– Descuidando ou não devolvendo propriedade alheia ou comum?
– Aproveito-me do meu de posto para benefício pessoal?

Não levantarás falsos testemunhos nem mentirás (Oitavo Mandamento)

– Quem inspira minhas palavras: Deus ou meu ego? Quis dar minha opinião em tudo?
– Digo a verdade? Revelei segredos? Julguei ou fiz fofocas?
– Queixei-me procurando comiseração ou desafogo?
– Pus minha atenção ao indevido?
– Falei o que não edifica: piadas grosseiras, que ferem a alguma raça, nacionalidade, etc.?

Não consentirás pensamentos nem desejos impuros (Nono Mandamento)

– Cobicei a mulher ou o marido de meu próximo?
– Olhei a um homem a uma mulher de maneira impura?

Não cobiçarás os bens alheios (Décimo Mandamento)

– Desejei os bens alheios?
– Fui invejoso?
– Fui avaro?
– Comi mais do que necessito?
– Fui orgulhoso?

Obras de Misericórdia

– Corporais: solidariedade com doentes/famintos/sedentos/presos/nus/forasteiros Enterrar os mortos. Vejo estes como irmãos pelos quais me entrego?
– Espirituais: dar bom conselho/ corrigir/ perdoar (guardo algum ressentimento?)/ consolar/ sofrer com paciência as moléstias do próximo/ rezar pelos vivos e os mortos.
– Estou atento à dor alheia? Faço a acepção de pessoas segundo sua aparência?
– Vivo em simplicidade? Imito a Cristo que foi pobre? Sou livre de apegos materiais?
– Isto se reflete em minha atitude nas compras? Deixo-me levar por desejos? Quais?
– Coopero com as obras da Igreja com verdadeiro sacrifício e amor ou dou de minhas sobras?

Evangelização
– Sou testemunho? Sou sal da terra e luz do mundo?
– Me esforço de todo coração para que Cristo seja conhecido e amado por todos?
– Estou em comunhão com o espírito missionário da Igreja?
– Levo a minhas amizades ao Senhor ou deixo que elas me arrastem ao mundo?
– Quando evangelizo, faço com segurança ou como se fosse uma opinião qualquer?; Respondo ao Espírito ou me paralisa pensar no “que dirão”?

Domínio das Emoções: Ressentimentos, caprichos, impulsos, medos….
– Quais são minhas emoções mais salientes? Submeto-as ao Senhor para as processar para o bem? De que forma estão afetando meu comportamento?
– Procuro primeiro meu interesse e comodidade ou servir com amor?

Exame de consciência com base nos pecados capitais e as virtudes contrárias

Soberba/Humildade

– Fui humilde ao pensar, comparei-me com outros, tratei de chamar a atenção com minha sabedoria’, meu físico, etc.? Reconheço-me pequeno? Desprezo os outros em meu coração?
– Me ressenti pelo trato ou posto recebido? Qual é a motivação de minhas aspirações?
– Distingo entre o que é doutrina e o que é minha opinião? Sou prudente ao dar minha opinião? Acredito que é a única? Acredito que sem minha presença as coisas não vão bem?
– Sei distinguir o que é minha missão ou me intrometo no que não me corresponde?
– Reconheço que não tenho razão de me glorificar mas sim em Cristo? De que forma minhas ações estão misturadas com orgulho, vaidade, egoísmo?
– Reconheço meus enganos e peço perdão?
– Posso ajudar sem mandar?

Avareza/Generosidade

– Estou apegado às coisas? Sacrifico tempo e dinheiro, para servir segundo o plano de Deus?
– Jogo com o dinheiro?

Luxúria/Castidade (já examinado acima)

Ira/Paciência

– Sei lidar com as cruzes, doenças, problemas com relações, trabalho, etc.?
– Perco a paz? Manifesto mau humor quando as coisas não são como eu espero?
– Jogo a culpa nas  circunstâncias?

Gula/Moderação

– Como mais do necessário? Faço jejum?
– Estou viciado em álcool, drogas, pílulas?

Inveja/Caridade

– Sinto ciúmes por posições, talentos… outros grupos da Igreja? Ou me alegro quando outros melhoram? Que casos posso pensar em que não me alegre?

Preguiça/Diligência

– Fiquei adormecido como os discípulos diante do que Jesus me pedia?
– Sou atento a cumprir meus deveres?
– O que faço para edificar minha família e grupo?
– Sou rápido em servir mesmo que não tenho vontade?
– “Descanso” mas do que necessário?
– Deixo as coisas para mais tarde

Bem-aventuranças (Mateus 5, 1-2)

– Fui pobre de espírito, livre de apegos?,
– Fui manso, paciente, edificando com os meios Santos?
– Chorei diante dos pecados que ofendem a Deus?
– Tive fome e sede de justiça?
– Fui misericordioso?
– Fui limpo de coração, puro de pensamento?
– Trabalho pela paz, em minha pessoa, lar, grupo, mundo?
– Sofro com alegria ao ser perseguido por causa da justiça (como reajo diante das critica “injustas” ou incompreensões?

Depois do exame se devem fazer resoluções por escrito, segundo o estado atual para trabalhar nele e revisá-lo mas tarde.

***

Perguntas e respostas sobre o Sacramento da Reconciliação ou Penitência (Confissão)

1. O que é o sacramento da Penitência?

O sacramento da Penitência, ou Reconciliação, ou Confissão, é o sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para apagar os pecados cometidos depois do Batismo. É, por conseguinte, o sacramento de nossa cura espiritual, chamado também sacramento da conversão, porque realiza sacramentalmente nosso retorno aos braços do pai depois de que nos afastamos com o pecado.

2. É possível obter o perdão dos pecados mortais sem a confissão?

Depois do Batismo não é possível obter o perdão dos pecados mortais sem a Confissão, embora seja possível antecipar o perdão com a contrição perfeita acompanhada do propósito de confessar-se.

3. E se depois de feita a constrição a pessoa  não se confessa?

Quem se comporta desta maneira comete uma falta grave. Pois todos os pecados mortais cometidos depois do batismo devem ser acusados na Confissão.

4. O que se requer para fazer uma boa confissão?

Para fazer uma boa confissão é  necessário: fazer um cuidadoso exame de consciência, arrepender-se  dos pecados cometidos e o firme propósito de não cometê-los mais (contrição), dizer os outros pecados ao sacerdote (confissão), e cumprir a penitência (satisfação).

5. O que é o exame de consciência?

O exame de consciência é a diligente busca dos pecados cometidos depois da última Confissão bem feita.

6. No exame de consciência é necessário ter exato o número dos pecados?

Dos pecados graves ou mortais é preciso acusar  também o número, porque cada pecado mortal deve ser dito na confissão.

7. O que é a dor dos pecados?

A dor dos pecados é o sincero pesar e a repulsa dos pecados cometidos.

8. De quantos tipos é a dor?

A dor é de dois tipos: dor perfeita (ou contrição) e dor imperfeita (ou atrição).

9. Quando se tem dor perfeita ou contrição?

Tem-se a dor perfeita ou contrição quando se arrepende dos próprios pecados porque se ofendeu a Deus, imensamente bom e digno de ser amado: quando a dor nasce do amor desinteressado a Deus, quer dizer, da caridade.

10. Quando se tem a dor imperfeita ou atrição?

Tem-se a dor imperfeita ou atrição quando o arrependimento, assim que inspirado pela fé, tem motivações menos nobres: por exemplo, quando nasce da consideração da desordem causada pelo pecado, ou pelo temor da condenação eterna (Inferno) e das penas que o pecador pode receber.

11. Pela dor dos pecados obtém-se imediatamente o perdão?

A dor perfeita unida ao propósito de confessar-se obtém imediatamente o perdão; a dor imperfeita só se obtém, pelo contrário,  na confissão sacramental.

12. É necessário arrepender-se de todos os pecados cometidos?

Para a validez da confissão é suficiente arrepender-se de todos os pecados mortais, mas para o progresso espiritual é necessário arrepender-se também dos pecados veniais.

13. Um verdadeiro arrependimento requer também o propósito de abandonar o pecado?

O arrependimento certamente olha para o passado, mas implica necessariamente um empenho para o futuro com a firme vontade de não cometer jamais o pecado.

14. Pode-se ter um verdadeiro arrependimento se a gente prevê que antes ou depois tornará a cair em pecado?

A previsão do pecado futuro não impede que se tenha o propósito sincero de não cometê-lo mais, porque o propósito depende só do conhecimento que nós temos de nossa fraqueza.

15. O que é a confissão?

A confissão é a manifestação humilde e sincera dos próprios pecados al sacerdote confessor.

16. Quais pecados são obrigatórios confessar?

Estamos obrigados a confessar todos e cada um dos pecados graves, ou mortais, cometidos depois da última confissão bem feita.

17. Quais são os pecados mortais mais freqüentes?

As faltas objetivamente mortais mais freqüentes são (seguindo a ordem dos mandamentos): praticar de qualquer modo a magia; blasfemar; perder a Missa dominical ou as festas de preceitos sem um  motivo sério; tratar mau aos próprios pais ou superiores; matar ou ferir gravemente a uma pessoa inocente; procurar diretamente o aborto; procurar o prazer sexual e solitário ou com outras pessoas que não sejam o próprio cônjuge; para os cônjuges, impedir a concepção no ato conjugal; roubar alguma soma relevante, inclusive desviando ou subtraindo no trabalho; murmurar gravemente sobre o próximo ou caluniá-lo; cultivar voluntariamente pensamentos ou desejos impuros; faltar gravemente com o próprio dever;  aproximar-se da Sagrada Comunhão em estado de pecado mortal; omitir voluntariamente um pecado grave na confissão.

18. Se a pessoa esquece um pecado mortal, obtém igualmente o perdão na confissão?

Se a pessoa esquecer um pecado mortal, pode obter igualmente o perdão, mas na confissão seguinte deve confessar o pecado esquecido.

19. Se a pessoa omitir voluntariamente um pecado mortal obtém o perdão dos outros pecados?

Se uma pessoa, por vergonha ou por outros motivos, omite um pecado mortal, não só não obtém nenhum perdão, mas também comete um novo pecado de sacrilégio, o de profanação de uma coisa sagrada.

20. Há obrigação de confessar os pecados veniais?

A confissão dos pecados veniais não é necessária, mas é muito útil para o progresso da vida cristã.

21. O confessor deve dar sempre a absolvição?

O confessor deve dar sempre a absolvição se o penitente estiver bem disposto, quer dizer, se estiver sinceramente arrependido de todos seus pecados mortais. Se pelo contrário, o penitente não está bem disposto, não tendo a dor ou o propósito de emenda, então o confessor não pode e não deve dar a absolvição.

22. O que deve fazer o penitente depois da absolvição?

O penitente depois da absolvição deve cumprir a penitência que lhe foi imposta e reparar os danos que seus pecados  eventualmente tiverem causado ao próximo (por exemplo, deve restituir o roubado).

23. Quais são os efeitos do sacramento da Penitência?

São a reconciliação com Deus e com a Igreja, a recuperação da graça santificante, o aumento das forças espirituais para caminhar para a perfeição, a paz e a serenidade da consciência com uma  viva consolação do espírito.

24. Como se pode superar a dificuldade que se sente para confessar-se?

Que tem dificuldades para confessar-se deve considerar que o sacramento da Penitência é um dom maravilhosos que o Senhor nos deu. No “tribunal” da Penitência o culpado jamais é condenado, mas sempre absolvido. Pois quem se confessa não se encontra com um simples homem, mas com  Jesus, o qual, presente em seu ministro, como fez um tempo com o leproso do Evangelho (Mc 1, 40ss.) também hoje nos toca ou nos cura; e, como fez com a menina que jazia morta nos toma pela mão repetindo aquelas palavras: “Talita kumi, menina,  eu te digo, levante-te!” (Mc 5, 41).

25. A confissão nos ajuda também no caminho da virtude?

A confissão é um meio extraordinariamente eficaz para progredir no caminho da perfeição. Com efeito, além de nos dar a graça “medicinal” própria do sacramento, faz-nos exercitar as virtudes fundamentais de nossa vida cristã. A humildade acima de tudo, que é a base de todo o edifício espiritual, depois a fé em Jesus Salvador e em seus méritos infinitos, a esperança do perdão e da vida eterna, o amor para Deus e para o próximo, a abertura de nosso coração à reconciliação com quem nos ofendeu. Enfim, a sinceridade, a separação do pecado e o desejo sincero de progredir espiritualmente.

 

Fonte: ACI Digital

 

Anúncios

Sobre Alex C. Vasconcelos

Casado, 32 anos, pai de uma princesa, Advogado, Acólito na Paróquia do Divino Espírito Santo em Maceió/AL.
Esse post foi publicado em Curiosidades, Devoção, Formação e marcado , , . Guardar link permanente.

2 respostas para O Sacramento da Reconciliação (Exame de Consciência e Perguntas e Respostas sobre a Confissão)

  1. Fernanda Silveira disse:

    Nossa me deixou muito bem me deu uma luz esse exame sou uma neo-comungante me formei a tres semaanas atras e deixei muitos pecados meus soltos … me ajudou muito !! obrigada administrador do blog ! e que com a graça de Deus o senhor vos acompanhe hoje e sempre ! Amém !

    • Saudações, caríssima leitora “neo-comungante”! Ficamos muito felizes com sua visita! O “roteiro” para bem realizarmos o sacramento da comunhão é para isto mesmo, para nos sentirmos bem com Deus. Que Deus te abençoe e te guarde, e não deixe ver as novidades diárias do nosso blog!

      In corde Iesu et Mariae semper!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s