João Batista, o profeta do Advento

O Evangelho deste II Domingo do Advento, que se dará neste próximo dia 04/12, é marcado pela figura de um personagem emblemático: João Batista. O profeta que, como diz o nosso Pároco, Mons. Pedro Teixeira, “tem um pezinho no Antigo, e outro no Novo Testamento”, visto que profetizou a chegada do Messias e com Ele esteve, batizando-o.

Para conhecermos um pouco mais desse ícone anunciador do Messias, àquele que clamava no deserto, apresento-vos um artigo do site Catequisar (http://www.catequisar.com.br/), muito esclarecedor.

 

“João Batista, o profeta do Advento

Consideremos juntos alguns detalhes da vida de João e vejamos por que é tão bom modelo para nós. João Batista não tem travas na língua. Dizia o que pensava e o que precisava. Hoje nos dirigirá palavras igualmente cruas: tocarão diretamente os pontos fracos das nossas vidas. João Batista pregava o arrependimento com credibilidade porque antes amava a Palavra de Deus, que havia escutado no coração de seu próprio deserto.

Escutou, experimentou e viveu a palavra libertadora de Deus no deserto. Sua eficácia no anúncio desta palavra se devia ao fato de que sua vida e sua mensagem eram uma só coisa. A incoerência é uma das coisas mais desalentadoras que temos de enfrentar em nossas vidas. Quantas vezes nossas palavras, nossos pensamentos e nossos gestos não são coerentes! Os verdadeiros profetas de Israel nos ajudam a lutar contra toda forma de incoerência.

Ao longo de toda a história bíblica, os líderes e visionários foram ao deserto para ver com mais clareza, para escutar com atenção a voz de Deus e descobrir outras maneiras de viver. A palavra hebraica para dizer deserto, ‘midvar’, deriva de uma raiz semítica que significa ‘levar o rebanho ao pasto’. ‘Eremos’, a palavra grega utilizada para traduzir ‘midvar’, indica um lugar desolado, pouco povoado, e em seu sentido mais estrito, um terreno abandonado ou deserto.

O termo ‘deserto’ tem dois significados diferentes, mas ligados, que fazem referência a algo selvagem e intrigante. Foi precisamente esta dimensão de desconhecido (intrigante) e descontrolado (selvagem) que levaram ao atual termo ‘deserto’.

Mas há também outra maneira de compreender o sentido da palavra ‘deserto’. Uma análise atenta da raiz da palavra ‘midvar’ revela a palavra ‘davar’, que significa palavra ou mensagem. A noção hebraica de deserto é, portanto, um lugar santo, no qual é possível escutar, experimentar, viver em liberdade a Palavra de Deus. Vamos ao deserto para escutar a Palavra de Deus, de uma maneira desapegada e completamente livre.

O Espírito de Deus permitiu que os profetas experimentassem a presença de Deus. Deste modo, eram capazes de compartilhar as atitudes, os valores, os sentimentos e as emoções de Deus. Este dom lhes permitia ver os acontecimentos de sua época como Deus os via e ter os mesmos sentimentos de Deus diante deles. Compartilham a cólera de Deus, sua compaixão, sua pena, sua decepção, sua repulsa, sua sensibilidade pelas pessoas e sua seriedade. Não viviam estas experiências de maneira abstrata, mas animados pelos mesmos sentimentos de Deus diante dos acontecimentos concretos de sua época.

João Batista é o profeta do Advento. Com freqüência é representado apontando com o dedo Aquele que deve vir, Jesus Cristo. Se, seguindo o exemplo de João, preparamos o caminho do Senhor no mundo de hoje, nossas vidas se converterão também em dedos de testemunhas vivas que mostram que é possível encontrar Jesus, e que está perto. João ofereceu às pessoas de sua época uma experiência de perdão e de salvação, sabendo muito bem que não era o Messias, o que podia salvar. Permitimos aos demais que façam a experiência de Deus, do perdão e da salvação?

João Batista veio para ensinar-nos que há um caminho que nos tira das trevas, da tristeza do mundo e da condição humana, e este caminho é o próprio Jesus. O Messias vem para salvar-nos das forças das trevas e da morte, e nos leva pelo caminho da paz e da reconciliação para que voltemos a encontrar nosso caminho para Deus.

O teólogo jesuíta Karl Rahner, hoje falecido, escreveu em uma ocasião: ‘Temos de escutar a voz do que nos chama no deserto, ainda que reconheça: não sou o Messias. Não podeis deixar de escutar esta voz <porque não é mais que a voz de um homem>. Do mesmo modo, vós tampouco podeis deixar de lado a mensagem da Igreja, porque a Igreja <não é digna de desatar a correia das sandálias de seu Senhor, que a precede>. Nós nos encontramos, de fato, ainda no Advento’.

Talvez não tenhamos o luxo de viajar ao deserto da Judéia, nem o privilégio de fazer um retiro de Advento no deserto do Sinai. De qualquer forma, podemos certamente encontrar um pequeno deserto no meio das nossas atividades e do barulho da semana. Vamos a esse lugar sagrado e deixemos que a Palavra de Deus nos interpele, que nos cure, que volte a orientar-nos, a levar-nos ao coração de Cristo, de quem esperamos a vinda neste Advento.”

 

ATENÇÃO! A homilia deste II Domingo do Advento, de autoria de Dom Henrique Soares, Bispo Auxiliar de Aracaju/SE, já está disponível clicando AQUI, ou acessando https://sacrificiovivoesanto.wordpress.com/2011/11/30/homilia-de-d-henrique-soares-da-costa-ii-domingo-do-advento/

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Sobre Alex C. Vasconcelos

Casado, 32 anos, pai de uma princesa, Advogado, Acólito na Paróquia do Divino Espírito Santo em Maceió/AL.
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Uma resposta para João Batista, o profeta do Advento

  1. Cadu disse:

    Já está no blog a nova edição do Selo Dominus Vobiscum (2011/2012) Para participar da brincadeira (que também é séria) leia o post http://domvob.wordpress.com/2011/12/02/esta-valendo-selo-dominus-vobiscum-2012-saiba-como-participar/

    Pax Domini!

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