200.000 visitas!!!

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Gostaria de agradecer primeiramente a Deus, por estes 2 anos e 9 meses de vida do Blog Sacrifício Vivo e Santo!!! Tem sido muito bom evangelizar através deste meio…

Mas gostaria de agradecer, também, aos queridos leitores, pois alcançamos a maravilhosa marca de 200.000 visitas!!! De coração, muito obrigado!!!

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Orai sem cessar!!!

Um pequeno resumo/esquema da Liturgia das Horas…

“Orai sem cessar.” Este é o que diz o Apóstolo Paulo à igreja de Tessalônica, mas não só a ela. A Igreja Católica não cessa de elevar seus louvores a Deus Pai, por Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo. O centro de toda a oração da Igreja é a Santa Missa, na qual Cristo oferece na pessoa do sacerdote a si próprio como oblação agradável a Deus, todavia, não resume a ela as preces públicas que dirige a Deus todos os dias.

A liturgia das horas, também chamada de Ofício Divino, é o conjunto das orações realizadas ao longo de todo o dia. O Breviário, livro que trás os textos dessa liturgia, reformado por decreto do Concílio Vaticano II, apresenta sete horas canônicas, sendo elas: Ofício das Leituras, Laudes, Terça, Sexta, Nona, Vésperas e Completas.

Atualmente o Breviário traduzido para o vernáculo para o Brasil é dividido em 4 volumes. O primeiro, tempo do Advento e Natal; o segundo, Quaresma e Páscoa; o terceiro e o quarto, primeira e segunda parte do tempo comum, respectivamente. Existe ainda à venda a versão de volume único que trás a oração das Laudes, Sexta, Vésperas e Completas.

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1. Estrutura da Liturgias das Horas

A estrutura de todas as horas é bastante parecida, embora cada uma delas possua elementos característicos. A seguir apresentamos um esquema em que cada coluna representa a estrutura de alguns horas canônicas, as linhas mescladas representam elementos comuns às horas em questão.

Laudes e Vésperas
Completas
Horas Médias
Ofiício das Leituras
Laudes é a oração da manhã, e vésperas a oração do entardecer. São as duas horas mais importantes da Liturgia das Horas, formando os polos do dia. Uma consagra o dia ao Senhor e a outra agradece pela jornada de trabalho.
Completas é a última das horas do dia, também a mais curta de todas. Agradece pelo dia, roga por uma noite tranquila e uma morte santa.
Mantém o ritmo de oração do longo da jornada de trabalho.
É a antiga hora noturna, que todavia pode ser rezada a qualquer momento do dia ou da noite. É a hora mais “didática” que além da salmodia, apresenta leituras bíblicas, da vida dos Santos e dos Padres da Igreja
Invocação
Todas as horas começam com um pequeno versículo, seguido do Gloria ao Pai e o Aleluia.
V/. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
R/. Socorrei-me sem demora.
Gloria ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
Como era no princípio agora e sempre. Amém. Aleluia.”
Durante o versículo, traça-se o sinal da cruz, ao glória ao pai faz-se inclinação profunda. O Aleluia se omite apenas no tempo da quaresma.
Laudes ou o Ofício das Leituras, conforme uma ou outra principie o dia de oração será iniciada, não como foi dito acima, mas com a oração chamada “inviatório” que consta do versículo:
V/. Abri, Senhor, os meus lábios.
R/. E minha boca anunciará vosso louvor”
E do salmo com respectiva antífona. O inviatório não é uma hora canônica, mas apenas um elemento que substitui a introdução da primeira hora rezada no dia.
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Se recomenda um exame de consciência e um ato penitêncial conforme consta no apêndice do Breviário.
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Hino
O Hino é uma pequena composição poética não-biblíca intimamente relacionado com o ofício que se celebra. Sua última estrofe é uma doxologia, na qual se rende glória à santissima trindade e deve-se fazer inclinação como que para o Gloria ao Pai.
Salmodia
A Salmodia é o centro das horas. Nela o Cristo reza ao Pai com aqueles mesmos textos que ele proferiu nas suas orações pessoais, com seus discípulos e mesmo quando pregado na cruz. A salmodia de toda as horas constam de três elementos. Todos os salmos ou cânticos possuem uma antífona que deve ser rezada antes e depois dele, antes de repetir a antífona, ao fim do salmo, se diz Gloria ao Pai, a não ser que as rubricas indiquem o contrário.
Em Laudes são dois salmos, intercalados por um cântico do antigo testamento. Em Vésperas são dois salmos, seguidos por um cântico do novo testamento.
Nas completas se diz apenas um salmo ou dois salmos curtos.
No ofício das leituras e nas horas médias são três salmos.
Leitura Breve
Terminada a salmodia, faz-se uma leitura breve. Diferentemente das leituras da missa, a leitura breve não possui qualquer introdução ou conclusão, “Leitura do Livro…” ou “Palavra do Senhor”.
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Responsório Breve
Finda a leitura, reza-se um pequeno responsório que vem escrito no seguindo modelo no breviário:
R/. Cristo, Filho do Deus vivo,
* Tende pena e compaixão! R/. Cristo.
V/. Glorioso estais sentado, à direita de Deus Pai.
* Tende pena. Gloria ao Pai. R/. Cristo.”
E se reza da seguinte forma:
R/. Cristo, Filho do Deus vivo,
* Tende pena e compaixão!
R/. Cristo, Filho do Deus vivo,
* Tende pena e compaixão!
V/. Glorioso estais sentado, à direita de Deus Pai.
* Tende pena e compaixão!
Gloria ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R/. Cristo, Filho do Deus vivo,
* Tende pena e compaixão!”
Versículo
V/. É eterna, ó Senhor vossa Palavra.
R/. De geração em geração vossa verdade.”
Em vez de responsório, as horas médias depois da leitura breve diz apenas um versículo.
No ofício das leituras esse versículo se diz no final da salmodia, antes de passar para as leituras longas.
Cântico Evangélico
Às primeiras palavras, faz-se o sinal da cruz. O cântico evangélico também possui antífona e Gloria ao Pai, como os salmos.
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Leituras Longas e Responsórios Longos
As leituras longas possuem introdução mais simples que da missa do tipo “Do Livro do Profeta Isaías”, mas não conclusão. Ao fim de cada leitura longa se diz um responsório longo. A primeira leitura é sempre bíblica e a outra da vida de um santo, dos escritos de um dos padres da Igreja, um documento do magistério, etc.
O Cântico Evangélico para as Laudes é o Benedictus, cântico de Zacarias; para as Vésperas é o Mangificat, cântico de Nossa Senhora.
O Cântico Evangélico para as Completas é o Cântico de Simeão, Nunc Dimitis.
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Preces ou Intercessões
Reza-se, então, as preces com as quais a Igreja intercede a Deus por todas as necessidades do mundo. Dizem-se as intenções que constam no Breviário, todavia pode-se acrescentar intenções particulares, contanto que se observe que a última intenção nas vésperas será sempre pelos falecidos. Nas vésperas pode-se dizer as preces mais breves conforme consta no apêndice.
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Pai Nosso
O Pai Nosso se reza de manhã e à tarde, numa e outra hora. Com o Pai Nosso da Santa Missa, tem-se a oração do Senhor rezada solenemente três vezes ao dia. Como o da Santa Missa, o pai nosso da liturgia das horas também não tem “Amém”.
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Te Deum
Após o segundo responsório longo se diz o hino Te Deum (“A vós o Deus, louvamos”), se for solenidade, festa ou domingo fora da quaresma e advento.
Oração
Para finalizar a hora se diz uma oração.
Não é precedida de “Oremus”. A conclusão da oração é a opção mais longa “Por Nosso Senhor Jesus Cristo…” ou similar.
Precedida de “Oremus” e terminada com a conclusão mais curta: “Por Cristo, Senhor Nosso” ou semelhante. Note que por vezes a oração é indicada para ser usada em todas as horas e, por padrão, vem com a conclusão menor, que deve ser substituida por sua respectiva semelhante menor.
Bênção
Na oração privada conclui-se traçando o sinal da cruz e dizendo “O senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal…”. Se se reza com um sacerdote ele dará a bênção como na Missa: “O senhor esteja convosco”, “Abençoe-vos…” e ainda dirá a despedida.
Bênção
Traça-se o sinal da cruz sobre si dizendo “O Senhor todo poderoso nos conceda uma noite tranquila…”. Segue uma antífona de Nossa Senhora como a Salve Rainha.
Conclusão da Hora
Ao menos na celebração comunitária, se conclui dizendo:
V/. Bendigamos ao Senhor
R/. Demos Graças a Deus.”

 

Na falta do breviário, uma ótima opção para rezar a liturgia das horas é o site Liturgia das Horas, que disponibiliza o texto das horas segundo a tradução para o Brasil, atualizado durante o dia já com a hora a ser rezada; para rezar em Latim, o site Amudi disponibiliza o texto oficial.

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2. Ordinário, Próprio e Saltério

Toda a liturgia possui partes fixas e partes que variam de acordo com o ofício. No missal temos o Ordinário e o Próprio. Fazem parte do ordinário os ritos iniciais “Em nome do Pai…”, o ato penitencial, o Gloria, a Oração Eucarística, enfim, todas aquelas partes que se repetem invariavelmente em todas as missas, embora o Missal da forma ordinária traga uma enorme quantidade de opções para estas partes. O próprio é constituido pela oração do dia, leituras, salmo, evangelho, oração sobre as oferendas e depois da comunhão, todas aquelas partes que variam de acordo com o dia, o tempo.

No caso da liturgia das horas, vemos que existem poucas orações que são realmente do ordinário, como a introdução das horas, os cânticos evangélicos, o inviatório e as conclusões. Na liturgia das horas, o ordinário se caracteriza por ser um conjunto, não tanto de orações, mas de rubricas que explicam como rezar o ofício. Assim, a maior parte dos textos da liturgia das horas vem do próprio, que é o conjunto dos textos de cada tempo litúrgico, solenidade, festa, etc, mas diferentemente do missal, também do Saltério.

O Saltério é originalmente o conjunto dos salmos a serem ditos nas orações divididos em um ciclo de 4 semanas aos quais no Breviário se juntaram outras orações que passaram a ser ditas também no ciclo de 4 semanas. Por exemplo, nesta semana a liturgia das horas tem seus textos retirados da V Semana do Tempo Comum, bem como da I Semana do Saltério. Aquilo que será retirado do próprio e aquilo que será retirado do saltério varia de acordo com o tempo litúrgico; no tempo comum, a maior parte dos textos está no saltério, enquanto que na quaresma consideravel parte dos textos está no próprio.

Para as celebrações dos santos, existem dois esquemas. O primeiro mais completo se refere às solenidades e festas, nas quais tudo é feito como no próprio do santo e todos os demais textos são retirados do comum dos santos; lembrando que apenas as solenidades possuem I Vésperas no dia anterior.Nas solenidades, diz-se completas depois das I e II Vésperas, no dia anterior e no dia do santo, respectivamente. Nas festas nada se diz do santo nas completas.

O segundo, mais simples, se refere às memórias facultativas ou obrigatórias, se toma todos os textos do próprio do santo para Laudes, Vésperas e Ofício das Leituras, o que faltar é tomado do comum, com exceção dos salmos e suas antífonas que se dizem do saltério do dia corrente. Embora exista a possibilidade de não se recorrer ao comum no caso das memórias, mas simplesmente dizer os textos do saltério, essa opção parece bastante simplista e reduz a memória do santo à oração do fim do ofício ou a alguns poucos elementos do próprio do santo. Nas memórias nada se diz do Santo nas Horas Médias ou nas completas.

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3. Memória de Santa Maria no Sábado

A devoção à Nossa Senhora, particularmente celebrada no dia de sábado, é um costume antigo na Igreja. A forma extraordinária prevê que se diga Missa votiva de Nossa Senhora nos sábados durante todo o ano, salvo se o dia for impedido pelas rubricas. Na forma ordinária a devoção à Nossa Senhora neste dia ganhou uma organização um pouco diferente. Não se diz Missa votiva, mas faz-se memória facultativa. Para a liturgia da Santa Missa, isso não configura mudança significativa; para o ofício divino sim. Com a memória de Nossa Senhora, permite-se dizer Laudes e Ofício das Leituras com textos de Nossa Senhora, que o Breviário traz junto ao comum de Nossa Senhora. Não se diz Vésperas por que no sábado se rezam I Vésperas do Domingo e na Hora média não se diz nada das memórias dos santos.

4. Vigílias

Aqueles que desejarem nos domingos e solenidades celebrar uma vigília podem fazê-la prolongando o Ofício das Leituras. Ao fim das leituras longas e respectivos responsórios, diz-se os três cânticos com respetiva antífona que estão no apêndice do Breviário. Então faz-se a leitura do Evangelho conforme o mesmo apêndice. Por fim, diz-se o Te Deum, se for o caso, e conclui-se a hora como de costume.

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5. Celebração em comum

Toda a liturgia da Igreja não é ação particular, assim, embora se permita a oração privada da liturgia das horas, é desejável sempre que possível rezar de forma comunitária. A oração comunitária, todavia, não significa que tenha de ser presidida por um clérigo; os próprios leigos podem se reunir para rezar a oração na Igreja ou mesmo fora dela. Durante a celebração, permanecem em seus lugares na nave da igreja, aquele que guia a introdução, a oração e a conclusão da hora age como um entre os iguais. Não se sobe ao presbitério, exceto para as leituras longas e breves e as preces.

Observem-se as posições corporais. Todos ficam de pé do início até o fim do hino. Sentam-se para a salmodia e leituras com respectivos responsórios. Faz-se de pé ainda o cântico evangélico, as preces, o Pai Nosso, a oração final e a conclusão. Ao cântico evangélico se deve o mesmo respeito que para o Evangelho pronunciado na missa; ao início do mesmo traça-se o sinal da cruz. Nas vigílias se dizem os cânticos sentados e o evangelho se escuta de pé.

Este modelo de celebração, mais simples, é útil às comunidades sub-paroquiais, aos grupos de fieis que se reúnem para celebrar o ofício divino fora da igreja e também para as famílias que mantém o costume de se reunir para rezar algumas horas canônicas. No caso das igrejas matrizes e catedrais, cabe aos clérigos, seja o pároco, os cônegos ou mesmo o Bispo, convocarem e dirigirem a oração da comunidade, como diremos mais adiante.

O canto é um elemento fundamental da liturgia das horas, os salmos que constituem o núcleo dos ofícios são orações cantadas por sua própria natureza. E como diz Santo Agostinho “Quem canta bem, reza duas vezes”. Assim, seria bom que se preparasse para a oração comum um coro que pudesse auxiliar a assembleia a cantar a hora canônica em latim ou vernáculo. Nesse sentido, a IGLH oferece alguns elementos que podem facilitar a participação mais ativa dos presentes, como a possibilidade de cantar o salmo de forma responsorial, utilizando como resposta a própria antífona e repetindo-a a cada estrofe.

Em relação a quais horas rezar em comum, tenha-se sempre em mente a hierarquia de importância das diversas horas, cujo primeiro lugar pertence a Laudes e Vésperas. Todavia, quaisquer uma das horas podem ser rezadas em comum observando o momento de cada uma ao longo do dia.

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6. Celebração presidida por clérigo

Na celebração presidida por clérigo, ele dirigirá os ritos da cadeira presidencial. De lá, deve dizer o versículo inicial, fazer a introdução das preces e do Pai Nosso, a oração final e a conclusão. Em Laudes e Vésperas saudará, abençoará e despedirá o povo.

Para a celebração mais simples de qualquer uma das horas, o clérigo poderá vestir estola da cor do ofício sobre a sobrepeliz ou veste coral. Não há obrigatoriedade de procissão de entrada ou ministros que o sirvam.

Para a celebração mais solene das Laudes, Vésperas e Vigílias, o celebrante, presbítero ou Bispo, vai revestido de amito, alva, cíngulo, estola e pluvial. Pode ser assistido por diáconos que vestem-se como que para a missa, com dalmáticas. O celebrante em vez de alva, também poderia usar sobrepeliz, todavia essa seria uma opção menos solene, além do que os diáconos não podem endossar dalmática com sobrepeliz e, neste caso, seria bom que o celebrante também optasse por usar alva. Outros sacerdotes, de maneira particular os cônegos nas celebrações presididas pelo Bispo, podem também vestir-se com pluvial. Do contrário, participam da celebração com hábito coral próprio.

Pode-se realizar uma pequena procissão de entrada, bem como recessional. Para essas procissões se usam apenas duas velas. O Cerimonial dos Bispos não cita o incenso entre os elementos que compõem a procissão de entrada, todavia nas vésperas celebradas pelo Papa é comum que ele preceda a cruz, como na procissão de entrada da Missa. Atrás da cruz vão os acólitos, clérigos em vestes corais, diáconos, presbíteros e por fim aquele que preside. Se for Bispo, irá acompanhado por dois diáconos-assistentes, além dos acólitos-assistentes. Chegando ao altar, faz-se reverência profunda ou, se o santíssimo estiver ali fazem genuflexão. Aquele que preside e os diáconos que o assistem podem beijar o altar, mas não se faz incensação no início da celebração.

Realiza-se a celebração como já ficou descrito anteriormente, de acordo com a estrutura de cada uma das horas canônicas. O Bispo recebe a mitra quando está sentado e a depõe quando está de pé, exceto para a homilia e bênção final. O báculo se usa para uma eventual homilia e para a bênção; e, nas Vigílias, para ouvir a leitura do Evangelho e o Te Deum.

Na celebração das Laudes e Vésperas, durante a antífona do cântico evangélico, o celebrante deita incenso no turíbulo e o abençoa. Então se benze, como todos os demais. Incensa-se a cruz, o altar, o sacerdote e o povo, como na Santa Missa. Embora seja descrito como um rito a ser cumprido por aquele que preside, é comum nas celebrações pontifícias que este rito seja cumprido integralmente por um diácono. Na celebração das Vigílias de modo solene, pode-se realizar a leitura do evangelho como na Santa Missa: com bênção do incenso, oração à frente do altar ou a bênção ao diácono.

Um inconveniente deste tipo de celebração é que não existem lecionários para serem usados na liturgia das horas ou mesmo um livro para o celebrante. Devendo os textos ser retirados do livro pessoal, o Breviário.

Fonte: Salvem a Liturgia! (http://www.salvemaliturgia.com/)

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Cristo veio para nos salvar!

“Cristo não veio para nos ensinar boas maneiras… Para isto, não era necessário que Ele morrese na Cruz!! Cristo veio para nos salvar!!”

“Ser santo não é um luxo… Mas uma necessidade!”

Palavras do Santo Padre na Santa Missa com os novos Cardeais (23/02/2014)

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Cátedra de São Pedro

É com alegria que hoje, 22 de fevereiro, celebramos a festa da Cátedra de São Pedro.

Conhecemos, assim, um pouco mais da riqueza do significado da cátedra, do assento, da cadeira de São Pedro que se encontra na Itália, no Vaticano, na Basílica de São Pedro.

Embora a Sé Episcopal seja na Basílica de São João de Latrão, a catedral de todas as catedrais, a cátedra, com toda a sua riqueza, todo seu simbolismo, se encontra na Basílica de São Pedro.

Cátedra de São Pedro ou Cadeira de São Pedro (Cathedra Petri em latim) é uma relíquia, conservada na Basílica de São Pedro, em Roma, dentro de um compartimento de bronze, dourado, projetado e construído por Gian Lorenzo Bernini entre 1647 e 1653, que possui a forma de uma cadeira de espaldar alto.

A cadeira de um bispo ou outra autoridade religiosa, especialmente se dentro de uma catedral, é chamada cátedra (do latim cathedra) e esta concretamente é a que está na Basílica de São Pedro e que tem sido utilizada pelos papas como trono para o seu exercício de autoridade máxima e ex cathedra.

catedraAlguns historiadores afirmam que tal assento foi utilizado pelo próprio São Pedro, outros porém, afirmam que na realidade ela foi um presente de Carlos II de França ao Papa Adriano II em 875. O certo é que existe uma inscrição muito mais antiga, datada de 370, atribuída ao Papa São Dâmaso, falando de uma cadeira portátil dentro do Vaticano e que houve festas em sua honra anteriores a essa data.

Assim, da primitiva cadeira existiriam apenas uns pequenos pedaços que seriam encrostados nesta nova cadeira, igualmente de madeira, que encontra-se lacrada no tal compartimento de bronze de autoria de Gian Lorenzo Bernini.

Para se o compreender é preciso pensar que, naquela época, quando foi construído o compartimento que guarda a cátedra, estava-se em plena contra-reforma, em que foram construídos diversos outros relicários com a intenção de proteger as respectivas relíquias.

Podemos ver que, como em “O Êxtase de Santa Teresa”, este é uma fusão da arte Barroca, escultura e arquitetura ricamente policromada, manipulando efeitos de luz. Depois possui um painel com estofos padrão com um baixo-relevo de Cristo dando as chaves do céu a Pedro. Diversos anjos estão em torno do painel, em baixo há uma assento almofadado de bronze vazio: a relíquia da antiga cadeira está lá dentro.

Na Bíblia, em Mateus 16, 18-19, Jesus fala para Pedro: “Tu es Petrus et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam et portae inferi non praevalebunt adversum eam. Et tibi dabo claves regni cælorum et quodcumque ligaveris super terram erit ligatum in cælis et quodcumque solveris super terram erit solutum in cælis.” (“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus”), e esta frase está inscrita na cúpula em cima do relicário, sendo ambos vistos como símbolos da autoridade do Papa.

Logo, o fundador e o fundamento, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Crucificado que ressuscitou, a Verdade encarnada, foi Ele mesmo quem escolheu São Pedro para ser o primeiro Papa da Igreja e o capacitou pelo Espírito Santo com o carisma chamado da infalibilidade. Esse carisma bebe da realidade da própria Igreja porque a Igreja é infalível, uma vez que a alma da Igreja é o Espírito Santo, Espírito da verdade.

Em matéria de fé e de moral a Igreja é infalível e o Papa, portando esse carisma da infalibilidade, ensina a verdade fundamentada na Sagrada Escritura, na Sagrada Tradição e a serviço como Pastor e Mestre.

De fato, o Papa está a serviço da Verdade, por isso, ao venerarmos e reconhecermos o valor da Cátedra de São Pedro, nós temos que olhar para esses fundamentos todos.

Não é autoritarismo, é autoridade que vem do Alto, é referência no mundo onde o relativismo está crescendo, onde muitos não sabem mais onde está a Verdade.

Nós olhamos para Cristo, para a Sagrada Escritura, e para São Pedro, para este Pastor e Mestre universal da Igreja, e então temos a segurança que Deus quer nos dar para alcançarmos e espalharmos a Salvação.

Por tudo isto, oramos com a Liturgia das Horas:

Concedei, ó Deus todo-poderoso, que nada possa nos abalar, pois edificastes a Vossa Igreja sobre aquela pedra que foi a profissão de fé do apóstolo Pedro. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Por fim, segue-se um belíssimo texto, de autoria do Papa São Leão Magno, acerca da firmeza da fé do apóstolo Pedro:

A Igreja de Cristo ergue-se na firmeza da fé do apóstolo Pedro

Dentre todos os homens do mundo, Pedro foi o único escolhido para estar à frente de todos os povos chamados à fé, de todos os apóstolos e de todos os padres da Igreja. Embora no povo de Deus haja muitos sacerdotes e pastores, na verdade, Pedro é o verdadeiro guia de todos aqueles que têm Cristo como chefe supremo. Deus dignou-se conceder a este homem, caríssimos filhos, uma grande e admirável participação no seu poder. E se ele quis que os outros chefes da Igreja tivessem com Pedro algo em comum, foi por intermédio do mesmo Pedro que isso lhes foi concedido.

A todos os apóstolos o Senhor pergunta qual a opinião que os homens têm a seu respeito; e a resposta de todos revela de modo unânime as hesitações da ignorância humana.

Mas, quando procura saber o pensamento dos discípulos, o primeiro a reconhecer o Senhor é o primeiro na dignidade apostólica. Tendo ele dito: Tu és Cristo, o Filho do Deus vivo, Jesus lhe respondeu: Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu (Mt 16,16-17). Quer dizer, és feliz, porque o meu Pai te ensinou, e a opinião humana não te iludiu, mas a inspiração do céu te instruiu; não foi um ser humano que me revelou a ti, mas sim aquele de quem sou o Filho unigênito.

Por isso eu te digo, acrescentou, como o Pai te manifestou a minha divindade, também eu te revelo a tua dignidade: Tu és Pedro (Mt 16,18). Isto significa que eu sou a pedrainquebrantável, a pedra principal que de dois povos faço um só (cf. Ef 2,20.14), o fundamento sobre o qual ninguém pode colocar outro. Todavia, tu também és pedra, porque és solidário com a minha força. Desse modo, o poder, que me é próprio por prerrogativa pessoal, te será dado pela participação comigo.

E sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la (Mt 16,18). Sobre esta fortaleza, construirei um templo eterno. A minha Igreja destinada a elevar-se até ao céu deverá apoiar-se sobre a solidez da fé de Pedro.

O poder do inferno não impedirá esse testemunho, os grilhões da morte não o prenderão; porque essa palavra é palavra de vida. E assim como conduz aos céus os que a proclamam, também precipita no inferno os que a negam.

Por isso, foi dito a São Pedro: Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que desligares na terra, será desligado nos céus (Mt 16,19).

Na verdade, o direito de exercer esse poder passou também para os outros apóstolos, e odispositivo desse decreto atingiu todos os príncipes da Igreja. Mas não é sem razão que é confiado a um só o que é comunicado a todos. O poder é dado a Pedro de modo singular, porque a sua dignidade é superior à de todos os que governam a Igreja.

Dos Sermões de São Leão Magno, Papa (Sermo 4 de Natali ipsius, 2-3: PL 54, 149-151, séc. V)
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Oração para os dias de Carnaval

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Meu Jesus, que sobre a Cruz perdoastes aqueles que nela Vos chegaram, e desculpastes diante de Vosso Pai o seu delito; Vós que da Cruz lançastes um olhar de piedade ao ladrão que expirava sobre o patíbulo e o convertestes e salvastes; Vós que entre as agonias da morte declarastes ter ainda sede de padecimentos para tornar mais copiosa a universal Redenção, tende piedade de tantos infelizes que, seduzidos pelo espírito da mentira nestes dias de falsos prazeres e de escandalosa dissipação, correm risco de se perder.

Ah! pelos méritos de Vosso preciosíssimo Sangue e da Vossa morte não os abandoneis como merecem nem permitais que fique sem remédio o miserável estado em que se vão precipitar. Reservai para eles um dia de misericórdia e de salvação. Vós que a Pedro estendestes prontamente a mão para sustentá-lo, quando submergia, socorrei também a estes infelizes que estão para cair no abismo infernal; acordai-os, sacudi-os, iluminai-os, convertei-os e salvai-os.

Tende, pois, sempre firme sobre nós a Vossa destra, para que nunca sejamos seduzidos por tantos escândalos que nos rodeiam; pelo contrário, a semelhança de José, de Tobias, que, vivendo num ambiente supersticioso, nunca se afastaram da verdade e da justiça, mereçamos nós o Vosso amor, ao passo que outros provocam o Vosso desdém e nos apliquemos nos exercícios de piedade enquanto que ela é esquecida pelos ingratos filhos do século que terão de chorar para sempre a sua atual estultícia.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

Oração retirada do livreto: Venha a nós o Vosso Reino, Manual de Piedade para as Alunas das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, 1959, com imprimatur.

Fonte: Almas Devotas

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Como os santos viviam o Carnaval?

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Como será que os santos viviam esses dias de Carnaval? Essa pergunta desperta uma certa curiosidade. A maior festa popular do país está se aproximando, fiquei muito surpreso ao ler na obra: Meditações para todos os dias do ano, tiradas das obras ascéticas de Santo Afonso Maria de Ligório, do padre Thiago Maria Cristini, reflexões sobre este doutor da Igreja a respeito dessa festividade. Apresento essa reflexão para nos ajudar a santificar este tempo, que, infelizmente, tem sido de incentivo ao pecado por parte da mídia em geral.

“Guarde a fé ao teu amigo na sua pobreza, para que também te alegres com ele nas suas riquezas” (Eclo 22,28).

A partir deste versículo, Santo Afonso nos ensina que, por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de folia é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria.

Se um só pecado, como dizem as Sagradas Escrituras, já desonra a Deus, causando-Lhe injúria e desprezo, imagine quanto o Divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de todas as espécies, por pessoas de todas as condições, e quiçá por pessoas que são consagradas a Ele. Jesus Cristo não é mais susceptível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, haveria de morrer nestes dias desgraçados e haveria de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que Lhe são feitas. Da mesma forma, é por isso que os santos, a fim de fazerem um ato de desagravo ao Senhor pelos tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de Carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado.

Nesse tempo carnavalesco, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o Sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Neri convocava o povo para visitar com ele os santuários e praticar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas ficavam um pouco mais relaxadas nos dias de folia, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.

Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o tempo de Carnaval da melhor forma possível. Meu irmão, se você ama também este Redentor amabilíssimo, imite os santos. Se não pode fazer mais, procure ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado, ou bem recolhido em sua casa, aos pés Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que são feitas a Ele.

Continuando a reflexão, Santo Afonso afirma que para nos alegrarmos com ele nas suas riquezas, o meio para adquirirmos um tesouro imenso de méritos e obtermos do céu as graças mais assinaladas é sendo fiéis a Jesus Cristo em Sua pobreza e fazermos companhia a Ele neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Oh, como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias carnavalescos são oferecidos a Ele pelas almas prediletas d’Ele!

Conta-se que, na vida de Santa Gertrudes, certa vez ela viu num êxtase o Divino Redentor que ordenava ao Apóstolo São João escrevesse com letras de ouro os atos de virtude feitos por ela nesse período [Carnaval], a fim de a recompensar com graças especialíssimas. Foi exatamente neste mesmo tempo, enquanto Santa Catarina de Sena estava orando e chorando os pecados que se cometiam na “quinta-feira gorda”, que o Senhor a declarou sua esposa, em recompensa (como disse) dos obséquios praticados por ela nesse tempo de tantas ofensas.

Por fim, Santo Afonso nos convida a rezar da seguinte forma: Amabilíssimo Jesus, não é tanto para receber os vossos favores como para fazer coisa agradável ao vosso divino Coração, que quero nestes dias unir-me às almas que Vos amam, para Vos desagravar da ingratidão dos homens para convosco, ingratidão essa que foi também a minha, cada vez que pequei. Em compensação de cada ofensa que recebeis, quero oferecer-Vos todos os atos de virtude, todas as boas obras, que fizeram ou ainda farão todos os justos, que fez Maria Santíssima, que fizestes Vós mesmo, quando estáveis nesta terra. Entendo renovar esta minha intenção todas as vezes que nestes dias disser: Meu Jesus, misericórdia. – Ó grande Mãe de Deus e minha Mãe Maria, apresentai vós este humilde ato de desagravo a vosso Divino Filho, e por amor de seu sacratíssimo Coração obtende para a Igreja sacerdotes zelosos, que convertam grande número de pecadores.

Padre Clóvis Melo – Canção Nova – http://blog.cancaonova.com/padreclovis/

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